quinta-feira, 20 de março de 2008

Farol me guia,

Penhascos naufrágio.

Nas areias da praia,

Nossa história escrita,

Que a maré faminta

Devorou há muito tempo...

Hoje só o vento nordeste

Ousa dizer algo.

terça-feira, 18 de março de 2008

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Às vezes suplico,
noutras abomino.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O sino bate,

Igrejas insistem.

Descrença satiriza beata.

O sino bate,

Chuva verdifica,

Surge esperança,

Você brota,

Quando já não havia ilusão.

Quilha embalada pela vela,

Singra oceano paixão.

Ancoradouro,

Querer-te atracar.

Corsário cético,

Hoje crente.

Você existe.

É por isso,

O sino bate.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

E então, que quereis?...

Maiakóvski


Fiz ranger as folhas de jornal

abrindo-lhes as pálpebras piscantes.

E logo

de cada fronteira distante

subiu um cheiro de pólvora

perseguindo-me até em casa.

Nestes últimos vinte anos

nada de novo há

no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,

é certo,

mas também por que razão

haveríamos de ficar tristes?

O mar da história

é agitado.

As ameaças

e as guerras

havemos de atravessá-las,

rompê-las ao meio,

cortando-as

como uma quilha corta

as ondas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Onde está?

Te sinto próxima do coração

Longe da pele

sábado, 9 de fevereiro de 2008